2
ago
2010
Minha virada de ano é em agosto.
Por dois dias de atraso, tenho que colocar aqui que fiz um ano morando no Brasil no dia 30 de julho. Passou rápido, voando, mas não necessariamente significa que o periodo fora tão intenso e que tenha passado como um furacão.
Não, não foi exatamente isso que aconteceu. Queria contar aqui o quanto aproveitei minha chegada, quanto tudo foi maravilhoso e como o clima tropical, as frutas, a alegria do povo e o crescimento de 7% do PIB fizessem com que eu tivesse uma felicidade transbordante de estar aqui.
No entanto, como já havia dito, não me importo exatamente com o país ou o local em que estou, afinal, o que mais importa não é onde, mas com quem você está. Na verdade, meia dúzia ou menos de pessoas são as que fazem a diferença na sua vida e mudam o percurso de sua história. O resto é lorota.
Pra mim, esse um ano é como vivenciar um reveillon pessoal.
Vamos às ponderações:
- A primeira, que aprendi semana passada, é muito importante: não importa as besteiras, os erros e as barbeiragens que seus pais cometem contigo. Eles não fazem isso por mal, ao contrário de outras pessoas.
- A diversão que o trabalho proporciona não é real: é a fuga da rotina que te devora.
- Você é o que você come.
- Coloque os pés na terra de vez em sempre, faça ioga, ande de bicicleta. E evite baladas.
- Temos que passar por crises para sair da caverna.
- Quem são seus amigos? Aqueles que você consegue ficar em silêncio sem sentir constrangimento.
Parece que, toda vez que escrevo aqui, estou triste. Não é tristeza, é crise mesmo, que é transitória, porém necessária.
