Por Tatiana Aoki em Uncategorized – Comente

O título da música, do Keane, é meio clichê, mas reflete bem o que aconteceu comigo há dois dias. Fui assaltada e ainda levei uns socos na cabeça, mas foi de um ser do sexo feminino. Ou seja, pela sorte de ser atacada pelo (ops!), literalmente, sexo frágil, não fiquei com nenhuma sequela a não ser um leve inchaço do lado direito do rosto e sem minha bolsa com todos os pertences – incluindo documentos e meu iPod.
Chorei em um bar, cujos funcionários me ajudaram e chamaram a polícia, e fiquei pensando em como isso foi um sonho ruim, daqueles que a gente acorda após 10 segundos. Mas o pesadelo da vida real sempre tem conseqüências, então tive que, no dia seguinte, ir atrás dos documentos que perdi.
Mas vamos ao…Keane?
É, ok, vocês entenderam o drama de se viver em uma cidade grande, sobretudo quando estamos sozinhas de madrugada e no Carnaval (quando se deu o episódio). Mas, embora eu fique sem iPod por um bom tempo, não deixo de ouvir a banda que mais tenho escutado nos últimos dias: Keane.
Eu tinha uma pontinha de preconceito com a banda, afinal, surgiram na onda do Coldplay e, segundo minha mãe, parecem bandas clones, “só que Coldplay é melhorzinho”. Mas Keane é mais do que isso: além das famosos, seus álbuns primam pelos detalhes de suas faixas. Dois são os que tive interesse em ouvir: Hopes and Fears (2004) e Under the Sea (2006).
Embora mais conhecido, o Hopes and Fears, da badalada e melosa “Somewhere only we know”, não é o meu favorito. Tem a ótima faixa, “This is the last time” e o outro hit “Everybods changing” lá, mas definitivamente esse álbum, por ser meio hit parade em termos de letras e melodia, acabou estigmatizando a banda e não passa de um CD joinha. Sabe, aquele símbolo que descreve tudo e nada? Esse mesmo.

Felizmente, dois anos depois o Keane lançou um álbum com superior qualidade, o Under the Iron Sea, mais sombrio, depressivo e forte, mas com a marcante voz suave do vocalista, Tom Chaplin. Under é excelente, fiquei viciada em diversas faixas (anote aí se você não tem paciência de baixa-lo inteiro):
- Atlantic – entrada triunfal da faixa 1
- Is it any wonder? – a mais famosa, tem um clipe bacaninha, veja no YouTube
- Nothing in my Way – impossível não gostar dessa, é bonita e viciante
- A Bad Dream – bem tristinha, e minha canção favorita do álbum
- Crystal Ball – a-do-ro: foi o motivo pelo qual resolvi ouvir Keane. Sabe quando você se pega cantando uma música e tem que ouvi-la agora?
Quase todas as faixas são boas, mas essas são as altamente recomendadas. Para um dia feliz ou melancólico, Keane é uma boa pedida para você que não quer cometer suicídio ouvindo Amnesiac, do Radiohead, nem chorar pelo seu amor ouvindo Viva la Vida, do Colplay. Fique com o meio termo, Keane.
Ps: embora eu tenha escrito que o Keane fora influenciado pelo Coldplay, e isso também consta no All Music, é engraçado que, no mesmo site, está escrito que o Keane surgiu em 1997, na Inglaterra. E o Coldplay surgiu em 1998, no mesmo país.