30
jan
2012
O que é o amor?
Estou lendo sobre isso no livro “Rodas da Vida”, de Anodea Judith. O livro fala sobre conexão corpo/mente por meio dos chacras ou pontos energéticos. E o quarto chacra é o do amor, que fica, claro, no coração.
São dezenas de páginas dedicadas a exercícios que ativam o chacra, como os de respiração. Em essência, isso significa que o quarto chacra é uma das principais comunicações com o mundo externo, isto é, é a troca de ar e de sentimentos com o outro.
Porém…O que é o amor? A indústria cultural nos remete ao amor apaixonado entre duas pessoas, romântico e tal. Mas será que é isso mesmo? E o amor a uma causa, amor-próprio, amor aos amigos e, por que não, ao seu trabalho? Eles também existem e devem ser lembrados.
Penso que o amor é uma das maiores forças do ser humano, por isso a famosa frase “Deus é amor.” Por amor a gente perde o medo, o sono, sente uma força inesgotável, mas que dificilmente ultrapassa o limite do corpo físico. Ou seja, o amor pleno é incondicional, quase onipotente, mas sabe os limites. É equilibrado – o corpo e mente em conexão plena. Quando isso não ocorre, cuidado – provavelmente é a cilada da paixão: volátil, atraente e perigosa como o fogo.
Mesmo lendo em diversos dicionários o termo “amor”, o significado continua um mistério - tanto pelo uso inapropriado por parte de segmentos da indústria cultural (principalmente cinema, músicas e novelas), quanto pela confusão generalizada entre amor e paixão.
A paixão pode trazer infelicidade aos outros. O amor, não.
9
ago
2011
Seguindo caminhos
Tem vezes que acho difícil demais ser adulta. Me pego pensando: “O que, EU tenho que decidir isso? Como vou saber?”
Na aula de Antiginástica, ouço a seguinte afirmação: “Quanto mais você cria limites, mais livre se sente”.
E, depois que notei os limites da minha existência humana, me senti mais livre. Quando você começa a se conhecer, ver o que consegue ou não fazer, estabelece limites e sente-se, paradoxalmente, mais livre. Escolher entre x e y (ou z ou w), no início, parece bem difícil. Mas, depois que você escolhe, segue em frente enquanto acha que está no caminho mais adequado à sua pessoa.
A analogia é igual a um mapa: se você não segue nenhum mapa mental, se perde, pois começa a rodar em círculos. Eventualmente, mesmo sem caminho definido, você pode se encontrar, ou, se for ainda mais sortudo, encontrar um atalho. Mas nem sempre atalhos são os melhores caminhos.
Por conta disso, desisti oficialmente da ioga. É um caminho ótimo, interessantíssimo, mas que não condiz com minhas práticas corporais, mentais e espirituais. Se você faz ioga, kendô e dança contemporânea ao mesmo tempo, alto lá: todos são caminhos que levam a elevações corpo/mente, mas são caminhos distintos. Pense nisso.
Uma hora, chegará o momento da decisão.
29
mai
2011
Somos cérebro, coração e entranhas
Um dos principais problemas contemporâneos é o uso excessivo do cérebro. Isso nos dá patologias e problemas emocionais, justamente por não trabalharmos nossas outras duas partes, relegadas a segundo plano na sociedade ocidental: coração e entranhas.
O coração, considerado uma parte nobre de nosso corpo, reflete nossos sentimentos, aquilo que “dói no coração”, nos faz ir às lágrimas sem explicação e nos faz dar aquele sorriso bobo de apaixonado.
Já as entranhas, parte que pretendo me deter um pouco mais, refere-se aos instintos básicos dos seres vivos, ou seja, reproduzir, defecar, sentir fome, sede, entre outros. São aqueles sentidos aparentemente incontroláveis, mas que, com nossa sociedade controladora, são os mais reprimidos.
Não adianta segurar a vontade de fazer xixi. Vai explodir. Não adianta esconder sua sexualidade. Vai explodir. Não adianta esconder sua fome. Vai explodir.
O que quero dizer com isso? Não é para liberar geral e agir como uma criança que não sabe se controlar e faz xixi na cama ou faz birra se está com fome. O adulto, quando tem consciência de si, consegue canalizar cada sensação de forma apropriada se souber identificar se a sensação encontra-se no cérebro, no coração ou nas entranhas. Essa dor no estômago que você sente é fome (entranhas), raiva (coração) ou uma lembrança ruim que lhe veio à tona (cérebro)? Saber identificar isso é difícil em uma sociedade que deturpa nossas sensações desde o nascimento. Exemplo: durante a infância, você foi condicionado à seguinte recompensa – se parar de chorar (coração) vai ganhar um doce (entranhas). E daí partem outras e mais confusões, e por isso que às vezes nos sentimos “confusos”. E estamos mesmo.
O pior é a sexualidade. Como diria o livro Rodas da Vida, os ocidentais vivem sob dois extremos: a hipersexualidade e repressão da sexualidade. Existe um equilíbrio. Mas cabe, de novo, você se conhecer para encontra-lo. Existem formas de canalizar as energias sexuais, por exemplo. Uma delas é meditar, fazer algumas posições de ioga e praticar exercícios. O pior é que funciona.
Quando você entende de onde vem as sensações de seu corpo, fica muito mais tranquilo canalizá-las.
23
mai
2011
Tentativa de jejum – Parte 1
Acordei com vontade de jejuar e resolvi, pela primeira vez, de fato tentar, já que nunca havia ficado 24 horas sem alimento.
Fiquei exatas 16 horas sem ingerir nada, contando as horas de sono. Havia planejado dedicar o dia à leitura, ou seja, em praticamente não me mover.
Fiz meus exercícios matinais, meditei.
Estava tudo ok, li meus emails e, em seguida, apanhei o livro Cidadania, Classe Social e Status, de T.H. Marshall. Levei cerca de 20 minutos para ler um parágrafo e não conseguia raciocinar. Ou melhor: raciocinava, mas com uma lentidão absurda, pois cada frase era de um esforço descomunal para compreender. Ia e voltava nas frases, e parece que não as compreendia. Tive que desistir se quisesse ler 10 páginas em uma hora. E comi, para recuperar as forças – o retorno da energia foi imediato e consegui escrever esse post.
Como jejuar?
Só é possível se não fizermos nada o dia todo? Foi o que me pareceu.
Parece que não, mas a atividade mental exige muita energia, o que me leva à reflexão do livro: se metade da população do planeta não tem sequer alimentos para suas necessidades diárias (um direito social), como pode ele pensar de forma plena e agir? Por outro lado, como pode agir uma população que come muito, mas come mal, e também fica letárgica, mas pelo excesso de energia nula em seus corpos?
Voltando à minha experiência: tentarei jejuar novamente em uma próxima ocasião, mas sei que não conseguirei executar tarefas mentalmente complexas – talvez eu fique somente sob o sol de inverno, contemplando o ócio. Aí sim, conseguirei esquecer de minha existência nesse mundo?
Alguém quer se juntar a essa minha empreitada nem um pouco fácil?
Observação: procurei, no Google, imagens que correspondessem à palavra Jejum em, respectivamente, espanhol, inglês, chinês e francês (consulta aos dicionários Michaelis e Infossek). Essas são minhas imagens favoritas em cada idioma.

Jejum em chinês = 断食

Jejum em francês = Jeun
Observação 2: meu blog encontra-se com problemas de RSS e de postagens. Se alguém souber as soluções, agradeço






