Arquivos do mês de agosto, 2010

24

ago

2010

Dormir, acordar, dormir…

Por Tati Aoki – 1 Comentário

Sono perturbado é uma situação bizarra, porque ao mesmo tempo em que você quer acordar, sabe que tem que dormir se quiser manter a coerência no dia que começa.

Para voltar a dormir, tento pensar em coisas que me fazem feliz. Normalmente, penso em uma situação de boas lembranças,  e de como seria o desdobramento dela – se fosse diferente, o que aconteceria?

Eu adoro dormir, é uma sensação de extremo conforto acordar depois de oito horas de sono ininterruptos.

É na hora do sono que resolvo varios problemas, converso com quem já partiu e acredito que mais um dia virá pela frente.

Dicas:
Nunca, nunca, durma com a televisão ligada, ou qualquer aparelho eletrônico. Você vai notar a diferença em deixar eletrônicos ligados ou desligados.

Infelizmente, ainda deixo o celular ligado: o aparelho é o meu despertador.

Mas você poderá considerar um profissional do sono quando acordar sozinho, sem ajuda de despertadores: significa que seu relógio biológico está funcionando perfeitamente.

16

ago

2010

Só a ioga interior me salva

Por Tati Aoki – 1 Comentário

Livro que uso para praticar ioga em casa

Um fim de semana atípico, mas essencial em minha vida. Não, não fui à aula de japonês. Faltei, assim, deliberadamente, para uma viagem ao interior de São Paulo, Taquarituba, onde meus avós moraram e onde minha mãe viveu sua infância.

Chego naquele clima de interior, onde tudo parece mais lento, ou melhor, cujo ritmo é mais humano. Acordo, caminho, faço minhas unhas enquanto tomo sol de inverno, assisto a dois filmes por dia, estudo japonês (para mim, estudar línguas é quase terapêutico, algo que nunca deixarei de fazer)…

…Dormi muito, não usei lentes de contato, maquiagem, protetor solar. Abdiquei de tudo, simplesmente tudo. E vivi na naturalidade de meu ritmo, algo pouco comum para quem vive em São Paulo.

Você já fez isso? Faça, antes que seja tarde.

Retorno à megalópole domingo à noite, e sinto a pressão. O frio é mais gelado, a poluição deixa o clima ainda mais tenso.

Vejo meu pai sentado no sofá, vendo TV. Nem para dormir ele desliga essa droga de aparelho.

Na segunda, pela manhã, começo a passar mal. Será que a TV sugou minhas energias? Ou São Paulo devorou o que sobrava de mim?

Só ioga salva. Fiz uma bela sessão de 40 minutos. Que me fez ressuscitar.

12

ago

2010

Rosto triste

Por Tati Aoki – 3 Comentários

Me olhei no espelho essa semana, e senti que envelheci alguns anos em um mês. Envelhecer é triste. Não  tem como gostar de envelhecer, de ver o tempo passar e notar que você não tem o menor controle sobre sua vida.

Claro que a vida prega peças na gente, mas normalmente nós mesmos pregamos peças em nós mesmos. Nos últimos dois anos, só fiquei doente duas vezes:

1) Quando minha imunidade baixou depois de ser assaltada;

2) Nessa semana, depois de sentir uma grande estafa física e mental. Para se ter uma noção, não consegui assistir a um filme inteiro  simplesmente por não suportar as cenas de violência e estresse.

Nos dois casos, meu corpo ficou fisicamente doente porque eu estava/estou mentalmente doente.

Estou só esperando o tempo – ele, novamente – para conseguir recuperar minhas energias gastas.

Não farei mais isso comigo mesma, prometo.

O Colírio vencedor do projeto, Renan Grassi, que tirou essa foto minha…

2

ago

2010

Minha virada de ano é em agosto.

Por Tati Aoki – 4 Comentários

Por dois dias de atraso, tenho que colocar aqui que fiz um ano morando no Brasil no dia 30 de julho. Passou rápido, voando, mas não necessariamente significa que o periodo fora tão intenso e que tenha passado como um furacão.

Não, não foi exatamente isso que aconteceu. Queria contar aqui o quanto aproveitei minha chegada, quanto tudo foi maravilhoso e como o clima tropical, as frutas, a alegria do povo e o crescimento de 7% do PIB fizessem com que eu tivesse uma felicidade transbordante de estar aqui.

No entanto, como já havia dito, não me importo exatamente com o país ou o local em que estou, afinal, o que mais importa não é onde, mas com quem você está. Na verdade, meia dúzia ou menos de pessoas são as que fazem a diferença na sua vida e mudam o percurso de sua história. O resto é lorota.

Pra mim, esse um ano é como vivenciar um reveillon pessoal.

Vamos às ponderações:

-    A primeira, que aprendi semana passada, é muito importante: não importa as besteiras, os erros e as barbeiragens que seus pais cometem contigo. Eles não fazem isso por mal, ao contrário de outras pessoas.
-    A diversão que o trabalho proporciona não é real: é a fuga da rotina que te devora.
-    Você é o que você come.
-    Coloque os pés na terra de vez em sempre, faça ioga, ande de bicicleta. E evite baladas.
-    Temos que passar por crises para sair da caverna.
-    Quem são seus amigos? Aqueles que você consegue ficar em silêncio sem sentir constrangimento.

Parece que, toda vez que escrevo aqui, estou triste. Não é tristeza, é crise mesmo, que é transitória, porém necessária.