Arquivos do mês de junho, 2010

22

jun

2010

É no balanço do metrozão…

Por Tati Aoki – 4 Comentários

Depois de mais de 10 meses de Brasil, il il (ok, em clima de Copa), confesso que nem lembro as remotas vezes em que enfrentei a chamada hora do rush. Explico: jornalistas entram e saem de seus trabalhos em horários aleatórios – não entramos às 9 e saímos às 18 horas, por exemplo. Por isso, acho que nunca havia sentido o que senti ontem.

Saí de um compromisso na avenida Paulista exatamente às 18 horas. Como notei um aumento considerável no movimento das ruas do cartão postal da cidade, resolvi caminhar lentamente até o metrô, inclusive parando para ver as vitrines das lojas – coisa que eu não fazia há muito, muito tempo, visto que sempre saio do trabalho quando todas as lojas já fecharam suas portas.

Pois bem, resolvo adentrar na estação de metrô Brigadeiro da linha verde – teoricamente, a “elite” em termos de metrô e transporte coletivo.

Cena 1: fila para passar na catraca
10 minutos para conseguir entrar na estação

Cena 2: fila para descer as escadas em direção à plataforma
10 minutos

Cena 3: fila para tentar entrar em um vão livre dentro do metrô
15 minutos enfileirada com gados pessoas, como bois à espera da hora final no matadouro; mais 10 minutos para descer, espremida como sardinha em conserva no óleo.Pegunto a uma garota:

- Isso é normal?

- É, todo dia é assim. Acostuma.

Cena 4: baldeação na estação Ana Rosa, sentido Jabaquara
Novamente, eu teoricamente estou no contrafluxo, visto que as pessoas descem na estação Paraíso para irem sentido Tucuruvi. Só que o trem demorou (juro) uns 7 minutos para passar. E a fila só aumentou.
20 minutos para sair, como sardinha, de dentro do trem na estação de minha casa.

A situação é caótica. Não é humano nem sub-humano. É uma situação degradante e  simplesmente inaceitável que uma administração pública mantenha um sistema de transporte público baseado em ônibus (a maior frota do mundo, diga-se de passagem), carros e motos.

O transporte coletivo é a única maneira possível de desafogar essa situação. E os gestores de trabalho também deveriam aprender que, para seus empregados serem mais produtivos, a ida e vinda ao trabalho conta e muito. Por isso, se não querem que seus funcionários já cheguem estressados ao ambiente de trabalho, que tal modificar ou flexibilizar os horários deles?

16

jun

2010

LCD Soundsystem é cool, mas é mais legal do que cool

Por Tati Aoki – 1 Comentário

O nome, pretensioso. O estilo, eletrônico, já não é tão louvado quanto foi nos anos 90. Além dos dois motivos citados, o fato de eu ter ouvido algumas canções do LCD Soundsystem em noitadas por aí, sem contar os elogios provenientes da boca do povo considerado “entendido” de música, me fez demorar um tempão para tomar coragem e finalmente baixar um álbum e ouvi-lo por completo.

A experiência LCD foi semana passada: estava eu, com o MP3 ligado, enquanto fazia a unha. Normalmente eu faço a unha vendo TV e ouvindo CNN (sim, ouvindo, porque não dá pra assistir um noticiário e fazer a unha ao mesmo tempo) ou Bloomberg – ou qualquer canal que eu não assistiria se não fosse impossível ficar zapeando.

Mas,dessa vez, por alguma voz do além, eu resolvi ouvir música. E dei play no LCD. A primeira faixa do álbum This is Happening, “Dance Yrself Clean”, fica os três minutos iniciais apresentando uma batida confortável, ainda que não muito tocante. Após 3:30 (sim, a música tem 8:56 minutos!), sobe, do nada, uma batida hipnótica, incrível, que na hora me deu tanto susto que eu acabei por manchar a unha (isso deu raiva). Mas, a partir desse dia, fiquei vidrada no som da dupla e parei de ouvir Groove Armada, Gorillaz (ok, não parei totalmente ainda, mas dei uma diminuída), e passei a ouvir LCD Soundystem. É a trilha sonora pra me arrumar, ir e voltar do trabalho, andar de bicicleta e subir escadas.

Te convenci? Ou precisa acontecer a mesma coisa enquanto você faz a unha pra que baixe o cd?

10

jun

2010

Precisava de um texto para iniciar esse blog.

Por Tati Aoki – 6 Comentários

Fiquei 5 meses sem blogar seriamente. Escrevi no meu diário, postei no blog de música, escrevi uns textos por aí…mas nada supera a necessidade de escrever tolices que estão no meu pensamento e precisam, de alguma maneira, saírem do meu cérebro – e, quem sabe, convenço alguém ler as minhas maluquices do meu mundo paralelo. Mundo onde existem árvores azuis, cachorros rosas e tomates com gosto de doce.

Para ver se convenço você a ler (ou voltar a ler) esse blog, vou precisar de algumas armas, claro. Bom, vamos ver:
- Não sou famosa
- Não sou escritora
- Não amo ler blogs alheios e não faço muito networking virtual
- Não sou uma twitteira de carteirinha

O único motivo que te faça ler esse blog é, quem  sabe, se interessar pelo que escrevo. Espero que:
- eu não fale demais sobre mim
- que eu não mostre demais quem eu sou/estou
- que, mesmo assim, consiga escrever algo que preste

Sobre o que escreverei neste momento? Bem, só espero que eu consiga superar um karma: o fato de que, desde que voltei ao Brasil, não tenho escrito nada de relevante. E espero retomar minha vontade de escrever com este espaço.

Bem-vindos!